Globo fazendo globice [3º episódio: “Big Bosta Brasil”]
Vocês me desculpem, mas os impropérios para o BBB são poucos
Era fato consumado, desde a eliminação de Jonas Sulzbach, que a edição 2026 do Big Bosta Brasil iria ficar nas mãos da serpente mais venenosa que o reality já teve, a qual não falaremos o nome pra não darmos mais palco, porque não merece esta fama toda que vem tendo ao longo dos últimos 100 dias. Eu sei que ela perdeu o pai antes da final, mas isso não nos impede de que sejamos realistas. Ora, todo mundo sabe que essa víbora, embora movimentasse o reality do início ao fim, não deveria sequer ter sido relacionada pra essa edição. Afinal, ela foi expulsa por ter agredido um participante. “Ain, mas a Sol foi expulsa esse ano por ter agredido a…” Sim, agrediu a víbora! Não me diga que a víbora não merecia uma vingança ainda que tardia. Renan, do BBB 16, deve ter aplaudido essa hora.
Só que a serpente foi ainda mais maquiavélica, conseguindo eliminar Jonas, Alberto Cowboy e Jordana, os únicos que faziam frente a ela no reality (e dos quais apenas Jordana merecia ter pelo menos chegado à final), e levando seu grupete de merdas pra final junto com ela, a saber, a legítima tia má (Milena) e o Fiuk mais açodado (Juliano Floss). Por isso, e por tudo o mais, o saldo que se faz neste instante é de que Rodrigo Dourado sempre quis entronizar a víbora como campeã esse ano, como se quisesse tentar corrigir a rota que a própria víbora interrompeu em 2016. E foi exatamente isso que aconteceu. Com 75,94% dos votos, a serpente engendradora de fórmulas do mal não surpreendeu ninguém, vencendo, sem merecer, a edição mais imbecil da história do reality.
Imbecil porque se podia notar, desde o primeiro momento, que figuras como Solange Couto (cujas frases infelizes a marcaram dentro da casa) e a própria Sol não iriam sequer chegar à final. Imbecil porque a edição queria limpar, de uma vez por todas, a barra da víbora, como se desejasse esquecer o motivo pelo qual ela foi merecidamente expulsa dez anos atrás. Imbecil porque todos os rivais da serpente saíram perdendo, seja pela direção da casa, seja pelos votos da torcida (manipulada, ainda que houvessem votos por CPF), embora o grupo de Jonas se esforçasse pra tentar deter o ímpeto de vingança da víbora e de Rodrigo Dourado, o maior responsável pela canalhada que se tornou o reality.
É fato que Boninho, ainda que pecasse em diversos aspectos, jamais conseguiu ser tão explícito em seu modo de liderar a produção do BBB. Se queria favorecer alguém, o fazia nas entrelinhas para que o público nunca pudesse entender. Só que Rodrigo Dourado é totalmente diferente. Desde o começo, se percebia claramente quem ficaria com os R$ 5,4 milhões ao término deste engodo. A edição, usurpando ser juíza do reality, era totalmente favorável à serpente. E os únicos que conseguiram ver isso éramos nós, que estávamos na internet o tempo todo atentos aos cortes, ainda que não acompanhássemos o reality (como no meu caso).
Portanto, se a víbora venceu a temporada 2026 do BBB, a culpa é exclusivamente de Rodrigo Dourado. Fosse em alguma outra emissora, com certeza ele não teria seu contrato renovado após as manobras praticadas. Mas é a Globo, que sempre manipulou as eleições políticas, o futebol e os realities a seu bel-prazer, achando que é intocável, que é a semideusa das emissoras, e que jamais o público deveria criticá-la. Então, Dourado permanecerá, ainda mais agora que tem o Estrelas da Casa pra tocar. A víbora será lembrada pelas lágrimas derramadas pela perda do pai na reta final, sendo considerada uma Tiradentes por muitos. Quando o luto passar, será ou a nova estrela da Globo pro que quer que seja ou a nova estrela do PT pra disputar uma vaga à Câmara Federal. Quem perde, uma vez mais, é o telespectador com dois ou mais neurônios, que sabia desde o começo que este BBB foi mais manipulado que muitos anteriores.
Parabéns, víbora. Com certeza suas lágrimas irão te levar longe. Enquanto isso, as lágrimas dos que assistiram essa bosta jamais terão o mesmo peso comercial que as suas. E tem gente achando que foi uma volta por cima... cê deu foi volta por baixo, amor!
