O SBT FALIU [53º capítulo]: “O Plano Lissoni”

E vocês aí achando que não podia piorar, né? Pois piorou e muito. Depois de dois meses de um longo hiato, eis que volta ao ar a sua novela-reality…
Primeiro, o lançamento de um canal de notícias que causou a revolta de um certo cantor que, sem o irmão por perto, só fala (e faz) porcaria; depois, a revolta de outra cantora porque o Sistema mantém em seus quadros um sujeito racista (e execrável); após isso, uma das apresentadoras de um programa que completa 10 anos este ano se envolve em escândalo, não renova o contrato e vai pra RedeTV, sendo que seu aviso prévio acaba por não ser totalmente cumprido; depois, outra apresentadora decide deixar o Sistema; no meio disso tudo, por um erro crasso de planejamento, uma novela cujos protagonistas não tiveram um pingo de química diminui em 1,5 pontos a audiência de sua antecessora.

Se agora, depois de tudo isso que eu falei, você ainda não se convenceu da gravidade da situação, agora acho que te convenço: a partir de 21 de fevereiro, o Casos de Família será semanal e vai passar a ser exibido aos sábados, logo após o Eita Lucas! No lugar deste, ainda não se sabe o que será definitivo. Muitos especulam que Britto Jr. e Cátia Fonseca assumam o horário entre 17h e 19h45 com um novo formato pro famigerado Tá Na Hora, mas o concreto até agora é que Coração Indomável ganhará uma hora a mais (entre 17h e 18h30), provavelmente com a edição acelerada para cortar o que der e terminar na sexta, enquanto o maldito Aqui Agora permanece na grade. Lógico que Christina Rocha não gostou nada da excelente nova e está prestes a arrumar as malas (querendo pedir perdão pelo ataque de estrelismo e voltar depois, como outrora fez).

E com a volta da Sra. Daniela ao comando do Sistema, o SBT quer arrumar quase toda a grade de programação, com os domingos passando novamente ilesos do facão. Por exemplo: com a ida do Casos de Família pro sábado, o Cinema Em Casa rodou de novo. Valeu enquanto durou. No Twitter, muitos endossaram o fim e alguns até acrescentaram que poderia melhorar ainda mais se rompessem com a Televisa e, para além de deixar de exibir as telenovelas dessas, deixassem de exibir o Chaves, o Chapolin e outros. Só que os executivos do CDT da Anhanguera não estão sabendo aproveitar a parceria com a Televisa. E comprar novelas da Azteca e da Telemundo custa mais caro que reexibir Marimar pela trigésima vez. E tudo isso tem um único e desastroso motivo: Mauro Lissoni.

Comparado ao “capeta em pessoa” por um perfil do Twitter, Lissoni vem provando que toda a sua experiência nos bastidores do Sistema não adianta nada hoje. As decisões que ele tem tomado, muitas vezes respaldadas pela Sra. Daniela, acabaram por afundar ainda mais o barco da Anhanguera. Houve um tempo em que o SBT era vice-líder absoluto de audiência, muitas vezes enchendo a grade de enlatados, entre eles Chaves e Chapolin, que costumavam dar certo em qualquer horário que os colocavam. E nessa época, Lissoni já lidava com a grade da emissora. Porém, se antes Lissoni considerava o menino do barril como sucessor do Sabadão de Gugu por este alcançar um ponto a menos que o Chaves, hoje Lissoni considera que o seriado mexicano queima o filme da emissora.

E, querendo provar que o perfil do Twitter está certo a qualquer custo, executa o seu maldito Plano Lissoni, onde:
- sabota Jefferson Cândido, que poderia ser seu sucessor e é o único que escuta os telespectadores lá dentro, ao mandar que sejam exibidos episódios do Chaves que foram gravados já no começo dos anos 90 pra tentar minar o Clube do Chaves, que vem sofrendo pra conseguir 1,5 pontos;
- promove a todo custo um pastiche policial que ninguém pediu pra voltar, sequer sai do 4º lugar e só não perde mais pontos porque a RedeTV não conseguiu esboçar quaisquer reações com seu Brasil do Povo;
- sabota as novelas mexicanas, escolhendo títulos reexibidos a torto e a direito e decidindo quais novelas devem ser exibidas às 21h pra serem tiradas de circulação o quanto antes (como foi o caso de A.Mar);
- acredita que copiar a Record, fazendo jornalismo rastaquera até dizer chega, matando aos poucos a essência SBTista criada por Silvio Santos, deve ser o melhor caminho a se tomar pra retomar o 2º lugar que está… com a Record!

Só essas decisões, aliadas às perdas de nomes importantes do entretenimento como Virgínia e Cariúcha (esta última vai estrear em março na RedeTV, é bom lembrar), já são mais que suficientes para comprovar que Mauro Lissoni, data hoje, é cognitivamente incapaz de gerir a programação de uma emissora do porte do SBT. Parece que desaprendeu consigo mesmo. Desde que a Sra. Daniela assumiu a gestão do Sistema, Lissoni é o seu maior executivo de confiança, tanto que vários passaram pelo Artístico e só ele permaneceu ileso a tantos facões. Desmerecidamente, frise-se. Com o devido respeito às emissoras que agora cito, Lissoni poderia muito bem ser gerente de programação na Gazeta ou na RedeTV, que demandam menos de sua capacidade administrativa e mais de intuição… e que não têm Chespirito ou Thalía em seu caminho pra tirá-lo do prumo.

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