O povo contra Pedro Henrique Espíndola
Perdeu o BBB, perdeu a esposa e agora vai perder o réu primário
A degradação do ser humano chegou a níveis extremos. E não estou falando de política (isso é lá no Variante). Estou falando do Big Brother Brasil, um programa idealizado pela Endemol, tratado como ouro pela Globo, estragado por Boninho e enterrado agora por Rodrigo Dourado. A edição 2026 desta bagaça começou com participantes desmaiando, ator famoso tendo convulsão e, como se não pudesse piorar, um camarada assediando uma colega de confinamento.
Pedro Henrique Espíndola mostrou-se um sujeito altamente insuportável desde que abriu a boca pra falar que já traiu sua esposa. Não obstante, ele repetia isso a cada três minutos dentro da casa cada vez que as câmeras da suposta “casa mais vigiada do Brasil” o focalizavam. Até a esposa dele, agora ex (acredito eu), disse que ela já havia perdoado a traição, mas ele não esquecera, e que esse assunto já encheu o saco.
De repente, ele é pego na despensa da casa tentando beijar sem consentimento a participante Jordana Morais. Ela percebe o que ele tenta fazer, dá um chega pra lá nele e ele aperta o botão de desistência do reality. Após isso, a esposa apagou a foto que tinha com ele (o que são sinais de um possível divórcio) e não dará uma segunda chance a ele.
Resultado: o capítulo que delatou Pedro e tentou confortar Jordana atingiu 15,6 pontos (pico de 17,5) em SP, superando todos os capítulos dominicais da edição 2025 do BBB. E é aí que eu queria falar sobre a degradação do ser humano causada por esta atração. Se percebe claramente que todos fazem tudo por dinheiro. Vão até o último limite do ridículo pra ter R$ 2 milhões na conta, dinheiro que, levando em conta a alta do custo de vida em 10 anos, é um valor mais desatualizado que o do salário mínimo nacional. Ninguém pensa na família que ficou lá fora, no emprego que deixou pra trás ou, no caso dos famosos que ali entram, na fama que angariaram ao longo dos anos.
Não é demais lembrar que quem começou com a febre dos realitys de confinamento foi o SBT, não a Globo. A Casa dos Artistas andou para que o BBB, a Fazenda e tantos outros que passaram e não deram certo pudessem correr. A história comprovou que as histórias de muitos anônimos foi bem escrita somente após a passagem por esses realitys. O exemplo maior de que, de certa forma, esse formato deu certo no Brasil é Grazi Massafera, hoje atriz do primeiro time da Globo, atualmente encarnando Arminda, a vilã da atual novela das 9, Três Graças. Todavia, Pedro não deve ser comparado a Grazi. Talvez, se o compararmos a Davi Brito, que foi campeão de um BBB mas se mostrou ser uma pessoa igualmente repugnante, seria mais coerente.
Pedro Henrique Espíndola vai ficar marcado por ser o pior participante de um reality na história do formato em solo brasileiro, superando quaisquer outros que o tivessem antecedido. Aliás, se ele não tivesse apertado o botão de desistência, com certeza estaria entre os três indicados do primeiro Paredão da edição. E seria ejetado da casa por maioria de votos. Merecidamente. Agora, o que resta pra ele é encarar a justiça. E ele que não me venha abordar nada sobre transtorno mental. Precisar de terapia não é desculpa pra cometer crime.
Com vagabundos assim é que estamos lidando hoje em dia… qualquer crime que cometam é um “ai, mas ele é autista, que não sei o quê…” Ora, eu sou comprovadamente autista. Tenho laudo comprobatório certificando meu autismo, diagnosticado em 2001 pela competentíssima doutora Marta Regina Clivati, especialista em TEA infantojuvenil em Cascavel. Mas vocês nunca me verão colocando no autismo a culpa pelos meus erros. Isso é coisa de homem sem-vergonha, imaturo e indecente. Em outras palavras: de um arremedo de ser humano.
